CÂNCER PEDIÁTRICO: esse assunto não é brincadeira!

Setembro é o mês de falarmos sobre o câncer infantojuvenil, um problema de saúde que tem crescido nas últimas décadas em todo o mundo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), assim como nos países desenvolvidos, o câncer já é a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos (8% do total) no Brasil. Felizmente, os novos tratamentos e combinações terapêuticas para combater a doença têm surtido efeito neste grupo, ampliando as taxas de sobrevida de crianças e adolescentes. A má notícia é que muitos pacientes desta faixa etária já chegam para iniciar o tratamento com a doença em estágio avançado.

Vamos entender melhor o câncer infantojuvenil em 4 pontos:

 

  1. O câncer pediátrico é igual ao do adulto?

Não. Em crianças e adolescentes a doença não possui influência nem está relacionada ao estilo de vida e fatores ambientais. Além disso, neste grupo os tumores têm crescimento rápido, mas respondem melhor ao tratamento quimioterápico em relação aos adultos.

 

  1. Quais os tipos de câncer infantojuvenil mais comuns?

Os tumores que mais afetam crianças e adolescentes são as leucemias, os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas. Vamos ver os mais comuns:

  • Hepatoblastoma – tumor que afeta o fígado de crianças de até 3 anos.
  • Neuroblastoma – tumor que se desenvolve em partes do sistema nervoso ou nas glândulas adrenais.
  • Osteossarcoma – tumor maligno ósseo.
  • Rabdomiossarcoma – um dos tipos de sarcomas de partes moles, é um tumor que se desenvolve nos músculos esqueléticos (estriados) e pode surgir em locais como cabeça, pescoço e sistema urinário. Corresponde por até 5% dos tumores na faixa pediátrica.
  • Retinoblastoma – com origem nas células da retina, é o tumor intraocular mais comum na infância.
  • Sarcoma de Ewing – altamente agressivo, é o segundo tumor ósseo mais frequente em crianças e adolescentes.
  • Tumor de Wilms (ou nefroblastoma) – tumor infantil raro que afeta os rins de crianças abaixo dos 6 anos.

 

  1. Quais sintomas merecem atenção?

Como a identificação da doença não é tarefa fácil, é de extrema importância que pais e responsáveis fiquem atentos a sintomas suspeitos, tais como:

  • Embranquecimento da pupila quando exposta à luz, como a do flash da câmera (“reflexo do olho do gato”);
  • Dores de cabeça e vômitos;
  •  Infecções constantes;
  • Perda de peso sem motivo;
  • Caroços que não regridem (no pescoço, axilas, abdômen e virilhas);
  • Hematomas e palidez;
  • Cansaço e tonturas;
  • Febre persistente e sem causa.

 

  1. E como posso proteger meu filho?

Como os fatores ambientais e de estilo de vida não estão associados ao desenvolvimento da doença, pais e responsáveis devem estar atentos a sintomas suspeitos nos pequenos e levá-los a um especialista que possa identificar rapidamente o que está acontecendo.

Grande parte dos casos de tumores infantojuvenis podem ser curados se diagnosticados precocemente.

 

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