Receber o diagnóstico de um câncer e iniciar o tratamento é uma questão difícil de lidar para qualquer pessoa. Agora, imagine para uma criança?
O pequeno paciente pode ainda não compreender muito bem o que está acontecendo e, por isso, na hora de conversar sobre a doença é preciso honestidade, clareza e uma boa dose de empatia, carinho e confiança.
Infantilizar o pequeno paciente não vai ajudá-lo a enfrentar a doença
A criança não deve ser vista como um “paciente infantilizado”, que não terá forças para lutar contra o problema, mas sim como uma pessoa capaz de enfrentá-lo e vencê-lo – até melhor que um adulto.
A criança deposita em seus pais/responsáveis a missão de cuidar dela e protegê-la com muita confiança, e este vínculo não deve ser quebrado com desesperança, tristeza e piedade.
É preciso ensiná-la – utilizando uma linguagem adequada à sua idade – o que está acontecendo e como lidar da melhor maneira com isso, a fim de superar este desafio.
Dicas úteis e importantes
- Cuidado para não desestruturar a criança ao dar notícias sobre sua saúde;
- Sempre a encoraje, não importa o quão grave a situação esteja;
- Pergunte sempre como ela está se sentindo e conversem, juntos e harmoniosamente, sobre o assunto;
- Não esconda da criança a situação, mas adapte a linguagem à sua idade;
- Desenhos, confecção de histórias (que, futuramente podem virar livros) e leituras podem ajudar o pequeno a compreender – e enfrentar – a doença;
- Buscar a ajuda de um psicólogo infantil pode ajudar tanto a criança como seus pais.


