Se normalmente você é o que você come, no contexto de uma doença como o câncer essa máxima é levada muito a sério. Tanto, que o sucesso do tratamento também depende da alimentação. Como o apetite do paciente de câncer costuma diminuir, há um grande risco de desnutrição, já que ele não pode comer de tudo. Ao mesmo tempo, alimentar-se de um cardápio cheio de itens gordurosos e industrializados pode fragilizar o organismo e induzir o crescimento ou aumento de células tumorais. Os efeitos colaterais do próprio tratamento também podem debilitar o organismo. Assim, passar por esta fase com segurança e tranquilidade nas refeições exige conhecer os alimentos que não devem ser ingeridos. Confira conosco!
Bebidas
Refrigerantes e bebidas alcóolicas, a princípio, devem ser evitados ou, no mínimo, controlados, dependendo do tipo de câncer e dos efeitos colaterais do tratamento. O refrigerante é extremamente tóxico para o estômago e para o intestino. Já o álcool pode danificar os tecidos do corpo ou poluir o organismo com substâncias nocivas. Por isso o ideal é não exceder o limite máximo diário: uma dose para mulheres e duas doses para homens.
O mesmo vale para o café e o chá-preto. Embora pareçam inocentes, são bebidas ricas em cafeína – um irritante para o trato gástrico que, além de descalcificar os ossos, também elimina minerais benéficos para o corpo, como o potássio e o zinco.
Industrializados
Esta é uma opção que deve ser evitada ao máximo pelo paciente oncológico, que deve preferir sempre as versões in natura, sem aditivos químicos ou processados. Ou seja, tudo que levar corante ou conservante deve ser limado da dieta, pois são comprovadamente cancerígenos.
Frituras e gorduras
Itens como queijo e leite integral fazem parte da lista de alimentos evitáveis. Na cozinha, o óleo deve ser trocado pelo azeite extravirgem natural. Assim, o fígado permanece protegido e o paciente ainda evita os riscos do excesso de peso.
Carnes
A ingestão de carnes vermelhas pode ter relação com o avanço da doença porque este tipo de carne possui agentes carcinogênicos, como as nitrosaminas – também encontradas em frutos do mar e queijos, por exemplo. Portanto, moderar o consumo é fundamental. Já a carne de porco, dúvida recorrente entre os pacientes de câncer, não tem nenhuma base científica sobre o consumo e a cicatrização. A orientação é somente dar prioridade para as partes mais magras, como o lombo.
Outros itens, como chá verde, graviola e alimentos ácidos também devem ser cortados do cardápio para não atrapalhar o curso do tratamento ou para não agredir o organismo já fragilizado. Alimentar-se de forma leve e saudável prepara o corpo para enfrentar os efeitos colaterais de uma quimioterapia ou radioterapia, ajuda a combater a doença com mais eficácia e ainda contribui para resultados mais próximos do desejado. Converse com sua equipe médica e tire todas as suas dúvidas!
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