O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. De acordo com o documento “Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil”, elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número estimado de novos casos da doença para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 17.010.
Ainda de acordo com o documento, o câncer do colo do útero é o segundo tipo mais incidente nas Regiões Norte e Nordeste, ocupando a terceira posição na Região Centro-Oeste, a quarta na Região Sul e a quinta posição na Região Sudeste.
Principais causas do câncer do colo do útero
A doença, também chamada de câncer cervical, tem como principal causa infecções persistentes por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV), os tipos oncogênicos. Dessa forma, ter múltiplos parceiros e não usar preservativo nas relações sexuais aumenta o risco de adquirir a doença. Além disso, outras causas relacionadas ao surgimento do câncer cervical são o tabagismo e o uso prolongado de anticoncepcionais.
Sintomas
No início a doença é assintomática. Conforme avança, podem surgir sintomas como sangramento vaginal após relações sexuais e corrimento de coloração escura e mau cheiro. Quando em estágio avançado, os sinais mais frequentes são: massa palpável no colo de útero, hemorragias, obstrução das vias urinárias e intestinais, dor lombar e abdominal, perda de apetite e de peso.
Prevenção
Como este tipo de câncer está relacionado ao vírus HPV, pode ser prevenido por medidas simples – como usar proteção nas relações sexuais, vacinar-se contra o HPV e realizar o exame preventivo (Papanicolau) anualmente com seu ginecologista.
A vacina
A vacina contra o HPV está disponível na rede pública (SUS), dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI), para meninas de 9 a 14 anos, mulheres imunossuprimidas de 9 a 45 anos, meninos de 11 a 14 anos e homens imunossuprimidos de 9 a 26 anos. Também é possível encontrar o imunizante na rede particular.
Detecção precoce
Na fase pré-clínica, em que a doença ainda não emite sintomas, é possível detectar lesões precursoras do câncer cervical por meio do exame Papanicolau (popularmente conhecido como exame preventivo). Quando identificado no início, as chances de cura deste tipo de câncer são de 100%.
Você sabia?
Segundo um estudo inglês, publicado na revista The Lancet, a vacinação contra o HPV em meninas de 12 e 13 anos na Inglaterra reduziu os casos de câncer do colo do útero em 87%. Dessa forma, a fim de prevenir futuros casos da doença, é fundamental vacinar meninas e meninos ainda na adolescência. Apesar da disponibilidade da vacina, em 2022 nosso país ultrapassou 17 mil novos casos de câncer do colo do útero.
Leia também: A importância de vacinar-se contra o HPV https://oncoportal.com.br/a-importancia-de-vacinar-se-contra-o-hpv/


