Quais os estágios do melanoma?

O melanoma é classificado em melanoma in situ, que, na verdade, é uma lesão superficial e que ainda não tem características agressivas, mas pode se transformar em melanoma invasivo. Em função de duas características, o melanoma invasivo é agrupado em estágios ou estádios de I a IV.

Melanoma in situ – Este estágio engloba as lesões restritas à camada mais  superficial da pele, e são consideradas lesões iniciais e, por definição, pré-malignas. Usualmente o tratamento envolve apenas cirurgia, sem necessidade de técnicas adicionais. Todavia, em situações de difícil remoção (exemplo: melanoma in situ em face) ou lesões muito extensas, outras opções podem ser consideradas, como radioterapia ou substâncias aplicadas diretamente na pele.

Estágios 1 e 2 – Nos estágios 1 e 2, o melanoma já tem características de invasão, podendo ter uma profundidade de 1 a 4mm, porém ainda não começou a se espalhar. É considerada uma doença localizada e tratada habitualmente com cirurgia. Em algumas situações, está indicada a pesquisa de do gânglio ou linfonodo sentinela, ou biópsia do linfonodo sentinela (link para vídeo). Caso a biópsia seja positiva, o paciente é classificado como estágio 3.

Estágio 3 – Neste estágio o tumor tem espessura variável, e já se disseminou para outras regiões, seja para os gânglios linfáticos ou para os tecidos ao redor de onde surgiu, porém sem metástases à distância. Nessa situação, além da cirurgia, outros tratamentos podem ser utilizados com o objetivo de reduzir a chance de o tumor voltar (tratamentos adjuvantes), e podem incluir radioterapia, imunoterapia com pembrolizumabe ou nivolumabe ou mesmo terapia-alvo com dabrafenibe/trametinibe naqueles pacientes com mutação do gene BRAF.

Estágio 4 – No Estágio 4, o melanoma está mais avançado e já se espalhou para outras regiões distantes do local de origem, como fígado, pulmões ou cérebro. Ainda que cirurgia ou radioterapia possam ser consideradas em situações selecionadas, outras modalidades representam a base do tratamento. Nesse contexto, opções incluem imunoterapia (nivolumabe, pembrolizumabe ou nivolumabe combinado ao ipilimumabe) ou, nos pacientes com mutação do gene BRAF, terapia-alvo. Em algumas situações nas quais a imunoterapia ou terapia-alvo deixaram de fazer efeito, a quimioterapia pode ser considerada. Outras alternativas existem, mas ainda não contam com aprovação no Brasil. Elas incluem um vírus modificado chamado T-VEC, que é injetado na lesão, ou outras formas de drogas-alvo em grupos específicos.