Imunoterapia amplia opções para o câncer de pele não melanoma

Durante um encontro de educação médica em Buenos Aires, especialistas discutiram os avanços da imunoterapia no tratamento dos cânceres de pele não melanoma.

Embora se fale muito sobre melanoma, os tumores de pele mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas.

Tumores frequentes e geralmente tratados com cirurgia

Na maioria dos casos, esses tumores são diagnosticados precocemente e tratados com cirurgia, apresentando elevada possibilidade de cura. Em algumas situações, a radioterapia também pode ser necessária.

Apesar de evoluírem de forma menos agressiva que o melanoma, são tumores muito comuns. Por isso, existe um número relevante de pacientes com doença avançada ou que não podem passar pelos tratamentos habituais.

Quando a imunoterapia pode ser utilizada?

No carcinoma espinocelular avançado, medicamentos anti-PD-1 ajudam o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais. Entre as opções estudadas ou aprovadas em diferentes países estão cemiplimabe e pembrolizumabe.

No carcinoma basocelular avançado, medicamentos-alvo como o vismodegibe costumam ser utilizados primeiro. Quando esse tratamento não funciona, não é tolerado ou não é adequado, a imunoterapia pode ser considerada.

Mais possibilidades para os pacientes

A ampliação dessas opções representa um avanço importante, especialmente para pessoas que antes tinham poucas alternativas além da cirurgia e da radioterapia.

A indicação depende do tipo e da extensão do tumor, dos tratamentos anteriores e das condições clínicas de cada paciente. Por isso, a decisão deve ser individualizada e discutida com uma equipe especializada.