Estudos destacam que o uso de contraceptivos orais durante a fase reprodutiva da mulher está associado a uma redução no risco dos cânceres de ovário e de endométrio. A literatura médica indica que mulheres que utilizaram pílulas anticoncepcionais por cinco anos ou mais têm 50% menos risco de desenvolver câncer de ovário, em comparação às mulheres que nunca tomaram o medicamento.
Um artigo publicado no Journal of the National Cancer Institute em janeiro de 2023, analisou o papel da ovulação no câncer de ovário, concluindo que os “anos ovulatórios ao longo da vida” estão positivamente associados ao câncer de ovário não mucinoso, sugerindo que a supressão da ovulação pode reduzir o risco de desenvolvimento da doença, já que quanto maior o número de ovulações, maior o risco de surgimento do tumor.
Mas atenção!
Como nem todas as mulheres podem utilizar contraceptivos orais, estes devem ser indicados somente por um médico. Antes de iniciar o tratamento com algum medicamento, consulte um especialista e verifique se há riscos à sua saúde.
O câncer de ovário
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás do câncer do colo do útero.
A doença, que ocorre principalmente no período pós-menopausa, tem como principais fatores de risco o excesso de gordura corporal, histórico familiar, idade avançada e fatores genéticos (como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2), reprodutivos e hormonais. Mulheres que nunca tiveram filhos ou com infertilidade têm um risco aumentado para o câncer de ovário.
Sinais e sintomas do câncer de ovário
Na maior parte dos casos a doença só apresenta sintomas nas fases avançadas. Porém, diante dos sinais/sintomas abaixo é preciso consultar um médico para investigação:
- Inchaço e dor no abdome
- Aumento da necessidade de urinar
- Perda de apetite
- Perda de peso
- Fadiga
Como identificar a doença?
Somente cerca de 20% das mulheres recebem o diagnóstico precoce do câncer de ovário – o que é um problema, pois significa que a maioria é diagnosticada tardiamente com a doença, reduzindo as chances de sucesso do tratamento.
Por isso, é preciso ficar atenta aos fatores de risco (como idade avançada) e realizar exames e consultas regulares com o especialista. A identificação precoce da doença pode ser efetuada por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos – como o ultrassom transvaginal e o exame de sangue CA-125 (que avalia a quantidade deste marcador tumoral).
E como prevenir?
Além de manter o peso sob controle é fundamental consultar um especialista regularmente, principalmente se você já completou 50 anos.
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