ASCO 2022 #2

Estudo de tratamento pré-operatório ativo contra o câncer de próstata
O doutor Diogo Bastos, especialista em câncer de próstata e integrante do time Oncoportal, esteve presente no #ASCO2022, o maior congresso de oncologia do mundo, que aconteceu em Chicago – EUA.

Lá ele apresentou um estudo de tratamento neoadjuvante com novos medicamentos de bloqueadores hormonais. Esse tratamento acontece antes da cirurgia de pacientes com câncer de próstata que possuem um alto risco de recidiva após a cirurgia.
O estudo é categorizado como um estudo de fase 2. Ele foi conduzido e realizado no Instituo do Câncer do Estado de São Paulo, com apoio da indústria farmacêutica.

Entenda como funcionou:

O objetivo principal foi a avaliação do uso de novas medicações modernas e ativas contra o câncer de próstata no cenário pré-operatório. O tratamento teve a duração de 3 meses com o uso de bloqueadores hormonais: apalutamida e abiraterona. Após o tratamento, o paciente era encaminhado para a cirurgia.

Resultados do estudo:

Observou-se que uma parcela significativa dos pacientes teve uma grande redução dos tumores, ou seja, uma redução da carga do número de células identificadas na cirurgia. Em alguns casos, os pacientes tiveram quase um desaparecimento completo do câncer.
A conclusão é que a estratégia de tratamentos pré-operatórios com medicamentos para pacientes com câncer de próstata funcionou numa parte relativamente grande de pessoas, trazendo uma redução da doença e contribuindo para o sucesso do tratamento.
Todos os pacientes precisaram ser operados. No período de acompanhamento, o que se busca avaliar é quais as características dos pacientes que tiveram melhores resultados nesse tratamento.

Quais os próximos passos?

O estudo encontra-se na fase de análise de biomarcadores, ou seja, ele busca identificar nesses tumores quais os fatores que levaram algumas pessoas a responderem mais que outras. Pode-se dizer que, aparentemente, este é um tratamento benéfico, entretanto, ainda há necessidade de estudos maiores que estão em andamento para confirmar esses achados e, caso sejam confirmados e demonstrem que a estratégia é melhor que apenas operar, isso pode promover uma mudança de paradigmas e condutas médicas futuramente.