As terapias celulares, como o CAR-T cell, têm transformado o tratamento do câncer — mas ainda geram dúvidas, especialmente nos tumores sólidos.

Essas terapias utilizam células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar o tumor. Hoje, o CAR-T já é consolidado em neoplasias hematológicas, como linfomas e leucemias.

Nos tumores sólidos, os avanços começam a ganhar espaço. Em 2024, o FDA aprovou o afamitresgene autoleucel (afami-cel) para sarcoma sinovial, um tipo raro de câncer. Trata-se de uma terapia com linfócitos T modificados (TCR-T), direcionados a um alvo específico, como a proteína MAGE-A4.

O tratamento é complexo e indicado apenas para pacientes com características específicas, incluindo expressão do alvo tumoral e compatibilidade com determinados tipos de HLA.

Mesmo com limitações, esse avanço mostra que os tumores sólidos começam a entrar no campo das terapias celulares — um caminho promissor na oncologia.