Envelhecimento é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de mama. Isso acontece porque o câncer é resultado de mutações genéticas as quais ocorrem ao longo da vida e se acumulam e aumentam em frequência com o envelhecimento. Indivíduos com mutações germinativas (herdada ao nascimento) apresentam maior risco de desenvolvimento de câncer mama em idade mais precoce.
As características do tumor
No caso do câncer de mama, a idade de desenvolvimento da doença pode influenciar em alguns aspectos prognósticos e terapêuticos. Veja:
➔ Entre as pacientes acometidas em idade mais precoce, há uma maior chance de desenvolvimento de subtipos de câncer de mama mais agressivos, tais como triplo-negativo, com maior risco de recidiva após tratamento inicial, ou doença HER2 positiva.
As formas de tratamento
➔ A idade de acometimento também pode ser um fator relevante na decisão do uso da quimioterapia perioperatória. Indivíduos mais jovens habitualmente apresentam melhor tolerabilidade ao tratamento, menos comorbidades (problemas de saúde) e um tempo maior de exposição ao risco de recorrência de doença, o que em última análise pode favorecer o uso de quimioterapia.
Os exames de rastreamento e diagnóstico
➔ Com o envelhecimento as mudanças na composição do tecido mamário favorecem o uso da mamografia como exame de rastreamento e diagnóstico. Para pacientes muito jovens, que necessitem de investigação por sintomas mamários tais como nódulos, muitas vezes temos que lançar mão de alternativas radiológicas como ultrassom ou ressonância mamaria
Mesmo com todas essas peculiaridades, os principais fatores de risco para o câncer de mama seguem os mesmos: ser mulher e envelhecer. Não conseguimos parar o envelhecimento, mas e possível reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de mama cultivando hábitos saudáveis durante toda a vida.
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