Tive o diagnóstico – o que fazer e qual o tratamento?

Uma vez estabelecido o diagnóstico, você deve buscar um oncologista clínico, dermatologista ou cirurgião oncológico com conhecimento em tumores de pele. O tratamento do câncer de pele depende do tipo e do estágio da doença, embora outros fatores, como a localização e características do tumor também sejam importantes. Para facilitar, separamos essa discussão entre melanoma e câncer de pele não melanoma

Tive o diagnóstico de melanoma – O oncologista clínico, o dermatologista ou o cirurgião oncológico, plástico ou de cabeça/pescoço podem lhe ajudar, uma vez feito o diagnóstico. Considerando a complexidade cada vez maior dos tratamentos, o ideal, se possível, é buscar um profissional com experiência ou especialista nesses tumores. Dependendo das características e do estágio do tumor, exames adicionais podem ser realizados, incluindo ultrassonografia, tomografias, ressonância ou mesmo PET-CT, além de exames de sangue. É importante lembrar, porém, que nem todos os exames são indicados sempre, e que nem todos os casos precisam de exames por vezes complexos como o PET ou tomografias. Quanto mais inicial for o estágio do melanoma, maiores as chances de cura e menor a complexidade do tratamento.

Em fases iniciais, o tratamento com cirurgia possibilita altas chances de cura, porém mesmo o tratamento cirúrgico pode variar – se uma cirurgia ampla não puder ser feita, técnicas cirúrgicas modificadas (cirurgia micrográfica de Mohs, por exemplo), podem ser consideradas. O tamanho das margens e a indicação da pesquisa do gânglio sentinela podem variar em função de características do tumor.

Quando o melanoma começou a se espalhar, mas ainda pode ser removido cirurgicamente (quando envolve os gânglios, por exemplo), opções além da cirurgia podem fazer parte do plano de tratamento, como imunoterapia, terapia-alvo ou radioterapia.

Em fases mais avançadas, imunoterapia e terapia-alvo usualmente fazem parte do tratamento, e podem se somar a outras estratégias como radioterapia ou cirurgia. No Brasil, as imunoterapias nivolumabe, pembrolizumabe e ipilimumabe estão aprovadas para uso no melanoma avançado. Em quase metade dos casos, o melanoma pode exibir um alvo para o tratamento, chamado mutação do gene BRAF – nesses casos, além da imunoterapia, as drogas-alvo vemurafenibe/cobimetinibe e dabrafenibe/trametinibe, além de uma combinação ainda não disponível no Brasil (encorafenibe/binimetinibe), podem ser consideradas.

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Tive o diagnóstico de tumor de pele não-melanoma – O oncologista clínico, o dermatologista ou o cirurgião oncológico, plástico ou de cabeça/pescoço podem lhe ajudar, uma vez feito o diagnóstico. Considerando a complexidade cada vez maior dos tratamentos, o ideal, se possível, é buscar um profissional com experiência ou especialista nesses tumores. Como essas são lesões menos agressivas do que o melanoma, exames de imagem como tomografias, ressonâncias ou PET/CT são solicitados apenas em situações específicas.

A cirurgia e/ou radioterapia oferecem altíssimas chances de cura na enorme maioria dos casos. Porém, em fases mais avançadas, sobretudo quando há envolvimento de gânglios ou outros órgãos (metástases), opções como imunoterapia, quimioterapia ou terapia-alvo podem ser consideradas.

No Brasil, a imunoterapia cemiplimabe se encontra aprovada para o tratamento do carcinoma epidermoide de pele avançado. Para o carcinoma basocelular, não há indicação formal até o momento da imunoterapia, e o principal agente é a droga-alvo vismodegibe. Esses são tumores que podem também responder à quimioterapia ou outras terapias-alvo, como o cetuximabe no caso do carcinoma epidermoide.

Um subtipo diferente e bastante raro é o carcinoma de células de Merkel, que usualmente tem comportamento mais agressivo (comparável ao melanoma) e que pode demandar, além da cirurgia e radioterapia, tratamentos como quimioterapia ou imunoterapia. No Brasil, para pacientes com carcinoma de célula de Merkel avançado, o imunoterápico avelumabe se encontra aprovado para uso pela ANVISA. Clique aqui para saber mais sobre o carcinoma de células de Merkel.

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