Um estudo apresentado na sessão oral de tumores de pele do ASCO 2026 trouxe resultados promissores para o tratamento do carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele.
A pesquisa avaliou o uso de imunoterapia antes da cirurgia em pacientes com tumores cuja remoção poderia exigir procedimentos mais extensos, com possível impacto funcional ou estético. Essa abordagem, conhecida como tratamento neoadjuvante, consiste em administrar uma terapia antes da cirurgia com o objetivo de reduzir o tumor e, em alguns casos, facilitar o procedimento cirúrgico.
Os resultados chamaram atenção: mais de 60% dos pacientes apresentaram redução tumoral, e cerca de 25% alcançaram resposta patológica completa. Isso significa que, após a cirurgia, não foi identificado tumor viável na análise do material retirado.
Apesar dos dados positivos, é importante destacar que essa estratégia não se aplica a todos os casos de carcinoma basocelular. A indicação depende de uma avaliação individual, considerando características do tumor, localização, extensão da doença, condições clínicas do paciente e os potenciais riscos e benefícios do tratamento.
Ainda assim, os achados representam um avanço relevante na discussão sobre novas possibilidades terapêuticas para pacientes selecionados. Em tumores de pele nos quais a cirurgia pode ter maior impacto funcional ou estético, estratégias capazes de reduzir o volume tumoral antes do procedimento podem contribuir para decisões mais individualizadas e cuidadosas.
O carcinoma basocelular costuma ter evolução local e, na maioria das vezes, é tratado com bons resultados quando diagnosticado precocemente. Por isso, além dos avanços no tratamento, a prevenção, a proteção solar, o acompanhamento dermatológico e a avaliação especializada continuam sendo fundamentais.


