Você sabe o que é um linfoma?

Linfomas são um grupo de cânceres das células do sistema imunológico. Como as células do sistema imune podem estar em diferentes partes do corpo, há mais de 100 tipos de cânceres correspondentes. O grupo dos Linfomas, falando de forma mais simples, dividem-se em dois tipos: Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma Não Hodgkin (LNH).

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2018 foram contabilizados 12.710 casos e 4.956 mortes, somando os dois tipos da doença. Nos últimos 25 anos o número de casos de Linfoma Não-Hodgkin duplicou, especialmente entre pessoas acima de 60 anos.

Sintomas

A manifestação mais comum da doença acontece nas regiões do pescoço, das axilas e a virilha – trata-se do aumento dos gânglios, popularmente chamados de “ínguas” ou caroços. Outros sintomas frequentes são: emagrecimento sem causa aparente; febre e aumento de suor durante à noite; anemia e alteração na contagem de plaquetas.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado com a ajuda de exames laboratoriais, biópsia do gânglio linfático acometido e da medula óssea, radiografia do tórax, tomografia computadorizada do abdome e pelve, entre outros.

Qual a diferença entre Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin?

Essas duas versões do Linfoma apresentam características clínicas semelhantes, mas se diferenciam pela célula de origem, pelo comportamento biológico e por diferentes respostas ao tratamento. Mas, de qualquer forma, estão entre os tumores malignos que melhor respondem às terapias. O índice de cura do Linfoma de Hodgkin é um pouco melhor: gira em torno de 75% dos casos tratados em fase inicial e em recidivas. Já os Linfomas Não-Hodgkin são curados em menos de 25% dos casos. Vamos entender cada uma dessas doenças:

Linfoma de Hodgkin

➔ Com maior prevalência em homens brancos, vários fatores estão associados a este tipo, como a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV);

➔ Podem se disseminar especialmente para o fígado e para a medula óssea.

Linfoma não-Hodgkin

➔ Com maior prevalência também em homens brancos, os fatores associados a este tipo de linfoma são: deficiência imune (congênita ou adquirida); desordens autoimunes (Tireoidite de Hashimoto e Síndrome de Sjögren); agentes infecciosos (Helicobacter pylori, EBV, HTLV 1 e Herpesvírus) e agentes químicos e físicos (inseticidas e anticonvulsivantes).

➔ A apresentação clínica pode ser classificada em três tipos: 1) menos agressiva (de crescimento lento, porém geralmente incurável. O objetivo é aplicar um tratamento que provoque poucos efeitos colaterais e garanta boas taxas de sobrevivência e qualidade de vida), 2) intermediária e 3) muito agressiva (de crescimento rápido e mais letal se não tratada a tempo, porém plenamente curável com diagnóstico precoce e terapia adequada).

Tratamento

O tratamento depende do tipo de Linfoma, da localização, da presença de metástase, do estadiamento da doença, se ela é ou não recidiva e do estado de saúde geral do paciente. São tumores que respondem bem à quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, com altas chances de cura

Essas informações são importantes para definir e direcionar o tratamento escolhido, mas geralmente o procedimento inclui quimioterapia associada à imunoterapia, enquanto a radioterapia e o transplante de medula óssea são cogitados nos casos mais específicos.